Leixões: A morte lenta de um histórico português

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Leixões: A morte lenta de um histórico português

Mensagem por Karyaka em Qui 19 Nov 2015 - 22:57


Ainda na memória recente de muitos apaixonados pelo futebol, se encontra a equipa do Leixões que conseguiu a proeza de chegar à Final da Taça de Portugal quando militava na extinta 2ª divisão B (actual Campeonato Nacional de Seniores). Comandada por Carlos Carvalhal e que contava com jogadores como Detinho, Antchouet, Abílio, Nuno Silva, Besirovic, Tozé ou Bruno China por pouco surpreendia o Sporting, que se tinha sagrado campeão nacional dias antes.
Uma característica muito peculiar acompanhava essa equipa que eram os seus fiéis e apaixonados adeptos, que percorriam o país de norte a sul para apoiar o seu clube independentemente da divisão. Nesse jogo, 300 autocarros e 15.000 adeptos leixonenses deslocaram-se desde Matosinhos até ao Jamor para assistir à Final da Taça, prova essa já conquistada em 1961 frente ao FC Porto.
Os anos foram passando e os recordes foram acontecendo. O Leixões torna-se a única equipa a disputar as competições europeias não pertencendo aos campeonatos profissionais, jogando na Macedónia e em Salónica frente ao PAOK sempre acompanhado por adeptos. Sobe com naturalidade à 2ª Liga onde bate um novo recorde em conjunto com o Vitória SC, tornando-se no jogo da 2ª Liga com maior assistência (24.853 espectadores). Nessa época sobe à 1ª Liga e no último jogo consegue encher os estádio com 12.000 adeptos a celebrar a conquista Campeonato.
O trajecto ascendente parecia de sucesso e sustentado sobre o comando de Carlos Oliveira, no entanto três anos depois, o clube vê-se relegado novamente para a 2ª Liga e nunca mais recupera. Os negócios obscuros que começaram ainda na 1ª Liga as negociatas pouco claras, o aumento do passivo do clube e as constantes penhoras e até hipotecas do seu próprio estádio (contruído e pago com o dinheiro dos pescadores de Matosinhos) levaram à descrença e ao descrédito por parte dos seus adeptos. Os adeptos outrora indeféctiveis começaram a deixar de aparecer, as Assembleias Gerais passaram a ficar desertas e a direcção do clube mantem-se ao leme do mesmo, quase de forma inexplicável.
Este mesmo clube que levou 15.000 adeptos ao Jamor e que levava milhares de adeptos na 2ª Divisão B a clubes como o Marco, o Bragança, ou o Paredes, agora na 2ª Liga não é capaz de ter assistências no seu próprio Estádio superiores a 1.000 adeptos.
Olhando para os números em baixo chegamos a triste realidade que o Leixões em 10 anos perdeu 2.500 adeptos por jogo. Apenas em 2 anos aumentou a sua assistência face ao ano anterior. Nas restantes épocas a queda de assistências é sempre superior a 10%.  
2006/2007 - 2ª Liga - 26.633 (3.291)
2007/2008 - 1ª Liga - 77 805 (4 863) +48%
2008/2009 - 1ª Liga - 64.659 (4.037) -17%
2009/2010 - 1ª Liga - 55.855 (3.491) -14%
2010/2011 - 2ª Liga - 27.143 (1.597) -54%
2011/2012 - 2ª Liga - 22.924 - (1.433) -10%
2012/2013 - 2ª Liga - 28.674 - (1.195) -17%
2013/2014 - 2ª Liga - 24.880 - (1.037) -13%
2014/2015 - 2ª Liga - 17.921 - (717) -30%
2015/2016 - 2ª Liga - 6.002 - (750) +5%

Será este o final anunciado de mais um clube histórico do universo futebolístico português?

Fonte: http://record.pt/988188

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Re: Leixões: A morte lenta de um histórico português

Mensagem por trapalhone em Qui 19 Nov 2015 - 23:18

Mataram o nosso Leixões...

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Re: Leixões: A morte lenta de um histórico português

Mensagem por lsc_1907 em Sex 20 Nov 2015 - 11:32

Nada de novo que os leixonenses não saibam, mas é bom que cada vez mais artigos destes saiam na comunicação social.

Alguém sabe quando termina a pena suspensa do COveiro? É que eu tenho para mim que ele só larga a sad quando o prazo dessa pena terminar e acho que é essa a principal razão de ele não ter vendido a sua participação maioritária nas várias oportunidades que já teve.

O caso do COveiro faz-me lembrar o daqueles diatdores africanos que se aguentam alguns anos no poleiro, mas em que a contestação chega a um ponto em que o povo se passa e avança para 1 golpe de estado e depois anda 1 jipe a rebocar a cabeça do chefe de estado  pelas ruas da cidade.

A única coisa que me preocupa no meio de tanta contestação, da qual eu faço parte, é, na eventualidade da besta sair, se há capacidade para gerir o barco e navegar até águas calmas. Estou absolutamente convencido que a maioria das pessoas, tal como na maioria dos assuntos, diz mal por dizer mal e não faz a mínima ideia da dificuldade que é gerir 1 clube profissional.

E no meio disto a trampa da Câmara Municipal de Matosinhos não faz absolutamente nada, vê o declínio angustiante do maior emblema do concelho e assobia para o lado, só dá alguns sinais de vida em tempos de eleição. Guilherme Pinto tem também responsabilidades no que está a acontecer mas provavelmente estará mais preocupado com o seu benfica e se o peixe do dia no restaurante em que almoça é o rodovalho ou não.
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Re: Leixões: A morte lenta de um histórico português

Mensagem por damiao em Sex 20 Nov 2015 - 14:47

Este artigo diz tudo sobre a realidade actual do nosso clube.
O Leixoes, estou certo, nao acabarà mas està a viver um dos periodos mais negros da sua historia.
Ignoro como iremos sair desta situaçao mas ao ver toda a contestaçao à volta da actual administraçao, tenho fé que eventualmente verdadeiros Leixonenses tomem conta do clube e o devolvam ao nivél que todos ansiamos.
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Re: Leixões: A morte lenta de um histórico português

Mensagem por KonanduLSC em Seg 23 Nov 2015 - 13:30

@lsc_1907 escreveu:Alguém sabe quando termina a pena suspensa do COveiro? É que eu tenho para mim que ele só larga a sad quando o prazo dessa pena terminar e acho que é essa a principal razão de ele não ter vendido a sua participação maioritária nas várias oportunidades que já teve.


Disto não tenho dúvidas, enquanto a pena suspensa não tiver sido ultrapassada e a dívida em questão paga o "artista" não sai de lá. Por essa questão gostaria imenso de saber quanto falta cumprir da pena e quanto falta pagar.

O outro problema é que deve haver tantas outras situações duvidosas na gestão da SAD que já acredito que mesmo após a questão da condenação estar ultrapassada ou ele deixa alguém na SAD e no Clube da confiança dele de forma a que não "levante ondas" ou então fecha as portas à SAD por dizer que deixou de ter viabilidade e assim provavelmente essas situações duvidosas esfumam-se...

Disto isto, a contestação obviamente existe mas continuamos a ter sócios que não conseguem/não querem ver mais e acham que o COveiro não tem culpa. Para além disto (e é outra coisa que me preocupa e revolta) a sociedade Matosinhense, o seu tecido empresarial e as "personalidades" de Matosinhos mostram-se há anos para cá completamente alheados do Leixões. Seria no mínimo importante ter esse apoio (senão mesmo essencial). Aliás, esse alheamento (entre outras coisas) é o que permite o CO se eternizar no poder...

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Re: Leixões: A morte lenta de um histórico português

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